A Identidade Afro-Brasileira
Posted by Elena Como with Atlantico Books on March 27, 2009 · 4 Comments
Eu fui à aula do Professor Luis Gonçalves, “Culturas Africanas Lusófonas e Afro-Brasileiras.” A aula foi super-interessante: um grupo pequeno de alunos muito avançados que conversaram sobre um artigo que leram, escrito por Livio Sansone. O artigo diz que o governo escolhe elementos específicos da cultura negra para se identificar enquanto as pessoas do movimento negro escolham outros elementos.
Os alunos falaram sobre a comodificação da cultura negra no Brasil (como o famoso tûr das favelas–a venda da cultura negra no Brasil). Eu não sabia este termo, que significa a comercialização da raça negra no Brasil. Os brasileiros aproveitam da comodificação da cultura negra quando vendem lembranças de candomblé e capoeira ou passeios para conhecer a favela.
Professor Luis falou sobre a transformação da identidade brasileira que aconteceu nos anos 60. Antes, os brasileiros sempre se consideravam uma cultura eurocentrista. Nos anos 60, porem, os brasileiros começaram a se ver com mais identidade afrocentrista. O movimento negro no Brasil teve dificuldades em ganhar uma base porque havia um mito forte que dizia que o Brasil tem uma “democracia racial” em que todo mundo era igual.
Professor Luis tocou um vídeo da canção “Raça brasileira” para ilustrar esta idéia da igualidade que os brasileiros pensam que existe no Brasil. Na canção, a cantora diz que é barro, chão, poeira–que ela é terra, no sentido de ser do Brasil, e da terra. Mas estes termos também referem à raça negra, e a identidade mestiça. “Eu moro no pé do morro/Que fica ao lado de uma favela/É tão perto que eu acho/Que faço parte dela.” (Elaine Machado) O brasileiro, segundo esta letra, mora entre dois mundos: a favela (negra) e a cidade (branca). O problema com o mito da democracia racial é que na verdade, os negros e mulatos não tem as mesmas oportunidades no Brasil que os brancos tem, e se pode ver isso quando você vai a uma favela. O povo pobre no Brasil é muito mais negro do que branco, e o povo rico no Brasil é muito mais branco do que negro. O mito das “três raças” é muito forte, e se os brasileiros continuam pensando que já existe igualidade racial no Brasil, vai ser muito difícil para as pessoas que sofrem preconceito no Brasil poder melhorar suas situações.



This is a really interesting post about Brazilian identity. I really respect what you’re doing. Let me know when the new book comes out.
Mike
Hi Mike!
Thanks, Luis’s class was fascinating. He’s mentioned to me that the study of culture (anthropology, politics) is becoming a large part of the content of many language programs–replacing a literature-based curriculum in many language departments.
The book is already available! Please check it out by going to: http://atlanticobooks.com/index.php?page=shop.product_details&flypage=flypage.tpl&product_id=1148&category_id=1&keyword=Missa&option=com_virtuemart&Itemid=18