Learn Portuguese: Audiobooks with Paperback
Paperback & AUDIOBOOK: Harry Potter e a Câmara Secreta (Harry Potter 2)
Paperback & AUDIOBOOK: Harry Potter e a Pedra Filosofal (Harry Potter 1)
Missa do Galo e Outros Contos, Vol. 1 (2009) é uma nova coleção de contos de Machado de Assis. Os contons são:A Missa do Galo, A Cartomante, O Espelho, Casada e viúva, Noite de Almirante, Teoria do medalhão, Pai Contra Mãe, Silvestre.
Ao Redor do Mundo: Leituras em Português, Vol. 1 apresenta 17 novos artigos sobre as culturas brasileira, angolana, moçambicana, guineense. Mergulhe no universo lusófono e conheça as peculiaridades dos países falantes da língua portuguesa, por meio da leitura dos dezessete textos compilados em Ao Redor do Mundo: Leituras em Português, Vol. 1. Os textos abordam temáticas diversas, nos mais diferentes formatos: depoimento, narrativa, entrevista e artigo; acompanhados por atividades de compreensão de leitura, funcionam como excelentes ferramentas para serem utilizadas em sala de aula. O conjunto todo fará com que o leitor entenda muito mais sobre assuntos como o Novo Acordo Ortográfico da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, a música em Angola, o movimento sem-terra no Brasil, a culinária de Guiné-Bissau, um projeto de desarmamento e paz em Moçambique, a vida no Rio de Janeiro e muitos outros temas que farão com que qualquer pessoa se apaixone ainda mais pela língua portuguesa.
Learn Portuguese: Um Estranho em Goa by José Eduardo Agualusa
Um Estranho em Goa de José Eduardo Agualusa, mistura a literatura de viagens com uma aventura exótica, uma espécie de mistério que o autor não deslinda mas que lhe serve de ponto de apoio para mover personagens que enlaçam a Índia com Portugal e o Brasil. Goa e Luanda, Lisboa e Rio de Janeiro.
«Um Estranho em Goa é uma pequena maravilha… À Goa de Agualusa, tão bem vista e descrita, tão bonita, e o Brasil dele, ou a melancolia angolana, enlaçam emoções e estabelecem uma pátria espiritual onde todos nós, portugueses da língua, nos reconhecemos. Sem carregar a prosa com pretensa literatice, comovendo sem ornamento, fazendo poesia ao de leve, abraçando a delicadeza e a estranheza do mundo, Agualusa fez-me viajar com palavras. Estou agradecida ao escritor.» Clara Ferreira Alves, Expresso
«Uma das obras mais aclamadas e que serviu de redescoberta literária de Goa a milhares de leitores. Nela o autor angolano José Eduardo Agualusa desvenda, de forma misteriosa e singular, a identidade pós-colonial de Goa. Um livro-chave para compreender a Goa de hoje. » Constantino Hermanns Xavier, SuperGoa
José Eduardo Agualusa nasceu na cidade do Huambo, em Angola, a 13 de dezembro de 1960. Estudou Agronomia e Silvicultura em Lisboa. É jornalista. Viveu em Lisboa, Luanda, Rio de Janeiro e Berlim. É autor dos livros A Conjura (romance, 1988), Prémio Revelação Sonangol, A Feira dos Assombrados (contos, 1992), Estação das Chuvas (romance, 1996), Nação Crioula (romance, 1998), Grande Prémio de Literatura RTP, Fronteiras Perdidas (contos, 1999), Grande Prémio de Conto da APE, A Substância do Amor e Outras Crónicas (crónica, 2000), Estranhões e Bizarrocos, com Henrique Cayatte, (infantil, 2000), Prémio Nacional de Ilustração e Grande Prémio de Literatura para Crianças da Fundação Calouste Gulbenkian, Um Estranho em Goa (romance, 2000), O Ano Que Zumbi Tomou o Rio (romance, 2002), O Homem Que Parecia Um Domingo (contos, 2002), Catálogo de Sombras (contos, 2003) e O Vendedor de Passados (romance, 2004). As suas obras estão traduzidas para diversas línguas europeias.
Learn Portuguese: Audiobooks by Machado de Assis
Olá amig@s! Queria mostrar estes 3 audiolivros dos contos de Machado de Assis, pois talvez seus alunos iriam escutar!
Os audio-contos encontram-se no meu livro Missa do Galo e Outros Contos, Vol 1
Machado de Assis foi um escritor brasileiro cujos temas continuam a ser relevantes hoje, mais de que um século após a sua morte. Os personagens nos contos e romances dele enfrentam situações complicadas, como o relacionamento amoroso e a traição, a pobreza, e a busca de identidade. Mesmo depois da passagem de tantos anos, se pode entender os sentimentos destes personagens.
| 1. Missa do Galo (feat. Sumaira Tennent) | 17:40 | + MP3 | |
| 2. O Espelho (feat. Sumaira Tennent) | 25:22 | + MP3 | |
| 3. A Cartomante (feat. Sumaira Tennent) | 22:58 | + MP3 |
Joaquim Maria Machado de Assis, cronista, contista, dramaturgo, jornalista, poeta, novelista, romancista, crítico e ensaísta, nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 21 de junho de 1839. Filho de um operário mestiço de negro e português, Francisco José de Assis, e de D. Maria Leopoldina Machado de Assis, aquele que viria a tornar-se o maior escritor do país e um mestre da língua, perde a mãe muito cedo e é criado pela madrasta, Maria Inês, também mulata, que se dedica ao menino e o matricula na escola pública, única que freqüentará o autodidata Machado de Assis.
Dizem os críticos que Machado era “urbano, aristocrata, cosmopolita, reservado e cínico, ignorou questões sociais como a independência do Brasil e a abolição da escravatura. Passou ao longe do nacionalismo, tendo ambientado suas histórias sempre no Rio, como se não houvesse outro lugar. … A galeria de tipos e personagens que criou revela o autor como um mestre da observação psicológica. … Sua obra divide-se em duas fases, uma romântica e outra parnasiano-realista, quando desenvolveu inconfundível estilo desiludido, sarcástico e amargo. O domínio da linguagem é sutil e o estilo é preciso, reticente. O humor pessimista e a complexidade do pensamento, além da desconfiança na razão (no seu sentido cartesiano e iluminista), fazem com que se afaste de seus contemporâneos.”
(…) Assim são as páginas da vida,
como dizia meu filho quando fazia versos,
e acrescentava que as páginas vão
passando umas sobre as outras,
esquecidas apenas lidas.
“Suje-se Gordo!”
Missa do Galo e Outros Contos, Vol. 1 (2009) é uma nova coleção de contos de Machado de Assis. Os contons são:A Missa do Galo, A Cartomante, O Espelho, Casada e viúva, Noite de Almirante, Teoria do medalhão, Pai Contra Mãe, Silvestre.
Ao Redor do Mundo: Leituras em Português, Vol. 1 apresenta 17 novos artigos sobre as culturas brasileira, angolana, moçambicana, guineense. Mergulhe no universo lusófono e conheça as peculiaridades dos países falantes da língua portuguesa, por meio da leitura dos dezessete textos compilados em Ao Redor do Mundo: Leituras em Português, Vol. 1. Os textos abordam temáticas diversas, nos mais diferentes formatos: depoimento, narrativa, entrevista e artigo; acompanhados por atividades de compreensão de leitura, funcionam como excelentes ferramentas para serem utilizadas em sala de aula. O conjunto todo fará com que o leitor entenda muito mais sobre assuntos como o Novo Acordo Ortográfico da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, a música em Angola, o movimento sem-terra no Brasil, a culinária de Guiné-Bissau, um projeto de desarmamento e paz em Moçambique, a vida no Rio de Janeiro e muitos outros temas que farão com que qualquer pessoa se apaixone ainda mais pela língua portuguesa.
‘Angolanos olham para o Brasil, mas brasileiros não olham para Angola’, diz escritor
“Pode ter interesse para quem tem interesse pelas relações entre Angola e o Brasil. Boa leitura.”
‘Angolanos olham para o Brasil, mas brasileiros não olham para Angola’, diz escritor
Júlia Dias Carneiro Da BBC Brasil no Rio de Janeiro
Relações culturais entre Brasil e Angola não fazem jus às econômicas, diz Pepetela
Enquanto os angolanos veem o Brasil como um “irmão mais velho”, os brasileiros pouco sabem sobre o país africano com quem partilham raízes lusófonas, diz o escritor de Angola Artur Carlos Maurício Pestana dos Santos, 69 anos, conhecido como Pepetela.
Em entrevista à BBC Brasil, o escritor angolano disse que, embora as relações econômicas e políticas entre Brasil e Angola venham crescendo, as relações culturais entre os dois países ainda deixam a desejar, e são predominantemente de mão única.
Vencedor em 1997 do Prêmio Camões, o maior reconhecimento literário da língua portuguesa, Pepetela tem a história angolana como pano de fundo para suas ficções, abordando temas como o colonialismo, a luta pela independência e a guerra civil angolana.
O escritor esteve no Rio de Janeiro para lançar o livro O Planalto e A Estepe (Editora LeYa) na Bienal do Livro.
Ele deve o apelido aos tempos da luta na guerrilha pela independência de Angola, conquistada em 1975. “Pepetela” é a tradução de “Pestana”, um de seus sobrenomes, para idioma quimbundo.
“Eu não tinha um codinome de guerra e os camaradas traduziram o meu nome. Ficou muito mais bonito. Então pronto, hoje sou conhecido com esse nome”, diz.
BBC Brasil – Como o senhor vê as relações entre Brasil e Angola?
Pepetela - As relações estão mais desenvolvidas do ponto de vista político e econômico, e também no trânsito de pessoas de um lado para o outro. Nesse aspecto deveria haver uma maior fluidez. Nem é por mal, mas por uma questão da burocracia angolana, demora-se muito tempo para conceder vistos.
Ultimamente, o Brasil também está retaliando. Agora, um angolano tem de pedir o visto brasileiro com um mês de antecedência. É retaliação, também não resolve. Prejudica até empresas brasileiras, cujos trabalhadores têm dificuldade em ir trabalhar lá. Prejudica Angola, portanto, porque a empresa não está a trabalhar como deveria.
Mas penso que a parte cultural é onde há menos relacionamento, e deveria ser mais intenso. É verdade que alguns escritores (angolanos) vêm ao Brasil, e escritores brasileiros vão a Angola, ainda que raramente. Às vezes vai um músico, sai um livro, aparecem algumas coisas. Mas é muito pouco, tinha que ser muito mais.
BBC Brasil – Ainda há uma disparidade grande na imagem que um país tem do outro?
Pepetela – Existe, sim. Os angolanos olham para o Brasil, mas os brasileiros de um modo geral não olham para Angola. Desconhecem, não sabem que existe, isso é muito desigual. Os angolanos, em seu imaginário, têm o Brasil como uma das referências principais, ao passo que os brasileiros não têm a Angola sequer como uma referência.
BBC Brasil – Durante debate na Bienal do Livro, o senhor falou no Brasil como “o irmão mais velho”. O que isso representa para Angola?
Pepetela – Mas é realmente, o Brasil é o irmão mais velho. É o país que se libertou primeiro, e que nós sempre vimos o Brasil como um irmão realmente – e não é só a minha família, que já tinha ligações com o Brasil, isso ocorre de um modo geral, entre as populações da costa angolana.
Para alguns, era só o país do samba. Para outros, era o país do Pelé. Mas, de qualquer modo, havia um afeto particular pelo Brasil.
Por exemplo, nos campeonatos do mundo de futebol, os angolanos torcem pelo Brasil. Isso vem de muito tempo. Será porque é o melhor futebol, o futebol mais bonito? Será só isso, ou será uma reminiscência de tempos antigos, em que a relação com o Brasil era a principal?
BBC Brasil – O senhor diz que o Brasil “colonizou” Angola durante 150 anos. Como explica essa ideia?
Pepetela – Até a independência do Brasil, 100% das exportações de Angola eram para o Brasil. A maior parte eram escravos, mas também havia outros produtos, marfim, até cera de abelha.
Então, a relação com Portugal era feita a partir do Brasil. Os barcos iam de Angola para o Brasil e de Brasil para Portugal. Pessoas vinham até se tratar no Brasil. O primeiro poeta angolano com livro publicado veio tratar-se de uma tuberculose aqui ao Rio de Janeiro. Isso há 200 anos.
Mas essa “colonização brasileira” acabou em 1822. Depois da independência do Brasil, deixou de haver essa relação tão próxima.
BBC Brasil – Neste ano, o mundo está vendo muitas mudanças a partir das revoltas da Primavera Árabe. Como esses movimentos foram vistos em Angola?
Pepetela – O regime assustou-se. Não era caso para susto, mas nitidamente o regime assustou-se.
Nós temos um regime presidencialista, com um partido dominante, que nas últimas eleições teve 82% (dos votos). Esse partido (Movimento Popular de Libertação de Angola, MPLA) venceu primeiro a luta de libertação contra os portugueses e depois a guerra civil, que terminou há nove anos, e tem uma máquina que consegue controlar o Estado e o país.
A oposição é muito fraca. Nas regiões onde conseguiu tomar o poder militarmente, oprimiu mais talvez do que o governo, e portanto a população afastou-se da oposição.
De qualquer maneira, é um governo ainda um pouco autoritário, embora democrático nas palavras e nos textos. E teve medo realmente do que aconteceu no norte da África.
BBC Brasil – O senhor acredita que manifestações contra o governo podem ganhar força?
Pepetela – Ainda ontem (sábado, dia 3) houve uma manifestação em Luanda. Os números, dependendo dos jornais, vão dizer que eram 100 ou 300 pessoas. Pequena coisa. Mas, em vez de deixarem fazer a manifestação, a polícia impediu quando os manifestantes quiseram sair da praça.
Então houve confrontos e alguns feridos ligeiros. Não foi muito violento, mas houve violência, e acho que não é preciso. É melhor deixar sair o vapor da panela do que fechar completamente.
Penso que ainda não há condições no país para uma espécie de revolta de rua conseguir grande coisa. Podem partir algumas coisas. É o que aconteceu em Londres, o quebra-quebra. Isso não muda regimes, mas pode acontecer. Mas uma revolução neste momento em Angola, penso que não há condições.
O povo não quer confusão. Houve 40 anos de guerra. Todas as famílias sofreram com esta guerra. Ninguém quer violência neste momento. E por isso acho que o governo não devia usar de violência, mesmo que ligeira, para com 300 manifestantes que fossem. Deixem fazer manifestações, deixem fazer todos os sábados, é bom.
BBC Brasil – A presença de empresas brasileiras está crescendo em Angola. Qual é a percepção disso no país?
Pepetela – É bem aceito, as empresas brasileiras têm um bom prestígio. Houve uma mudança grande. As primeiras empresas que tiveram contratos com Angola eram comerciais, quiserem ganhar dinheiro rapidamente, e os produtos eram muito ruins. Isso fez com que durante anos os angolanos não quisessem importar do Brasil. Diziam que os produtos de Portugal podiam ser mais caros, mas eram melhores. Isso começou a ser resolvido.
Mas curiosamente, talvez haja mais produtos brasileiros em Angola sendo levados pessoalmente do que através de uma exportação legal. Há muitos voos de Luanda para o Rio de Janeiro e São Paulo. Os voos chegam cheios de gente que vêm comprar coisas aqui (no Brasil), enche duas malas e vai vender lá. Sobretudo roupas ou adereços. Pulseiras, colares, aqui no Brasil são baratos que acolá. Há muita gente vivendo disso, fazendo a ponte aérea das mercadorias. Isso também é uma forma de relacionamento.
BBC Brasil – O crescimento da presença econômica do Brasil gera algum tipo de resistência entre os angolanos?
Pepetela – Não, isso não existe. Mas esqueci uma coisa importante. Há uma relação que também é desigual, da televisão. Nós lá vemos a Record, a Globo, e agora a Bandeirantes também. As telenovelas passam constantemente. Aqui, evidentemente, não se vê televisão angolana.
Há também uma forte presença brasileira na religião, nas igrejas evangélicas. Principalmente da Igreja Universal do Reino de Deus, que tem centenas de templos em Angola.
Cada um pode ter sua opinião sobre religiões, mas as pessoas que creem têm uma boa visão do Brasil. É um refúgio espiritual que os brasileiros estão levando. Portanto, isso também reforça a vontade dos angolanos virem cá conhecer.
BBC Brasil – A presença da China vem crescendo em países africanos, tirando espaço de países europeus e dos Estados Unidos. Esse crescimento é especialmente forte em Angola. O que esses investimentos representam para o país?
Pepetela – Isso permitiu que a Angola dissesse não ao FMI. Aliás, o FMI já estava em Angola sob condições que o país tinha imposto. Mesmo assim, depois dissemos não, não precisamos de vosso dinheiro, não queremos, acabou.
Por esse lado, (a presença da China) permitiu uma certa independência. A China está fazendo muita coisa lá no nível da construção civil. Construindo edifícios, ferrovias, pontes, cidades inteiras. Ainda agora foi inaugurada uma cidade nova, absolutamente nova.
Fundamentalmente, o que os chineses fazem é comprar o petróleo e construir. Em 40 anos de guerra, as estradas estavam todas estragadas, as pontes estavam partidas. Hoje não, já se pode circular para todos os lados do país em estradas asfaltadas, com boas pontes. Neste aspecto foi bom. Embora haja alguma desconfiança sobre a qualidade das obras dos chineses.
BBC Brasil – Há uma preocupação de essa influência estar crescendo muito em Angola?
Pepetela – Eu noto que há muita preocupação em relação aos chineses vinda de meios europeus. Sobretudo os franceses e os portugueses – que são os que têm mais interesses em Angola – estão constantemente falando da presença chinesa.
Claro, os portugueses levaram uma grande pancada na construção civil. As empresas chinesas trabalham mais depressa e muito mais barato. Eu até penso que não melhor, mas são mais rápidas e mais baratas.
A França está vendo a China entrar na África e está perdendo completamente a sua influência no continente. E a China é uma alternativa a esse poder francês, de maneira que (os franceses) fazem uma campanha sistemática contra a China, em livros, jornais, televisão, cinema até. É uma campanha incrível, mas acho que não adianta muito.
Não sei o que o futuro vai dizer, depende muito da política da China, o que eles querem. Eles por tradição não são colonizadores. Eles penetram em todo o mundo, fazendo negócios. Não me parece que queiram um domínio, pelo menos por enquanto.
Agora, claro que vão se opondo aos americanos. É um novo foco. É bom. Antes só havia um, era só um império. Agora há outros focos, Índia, China, os tais Brics, o Brasil… isso distribui um pouco melhor o poderio mundial.
A Última Tragédia, de Abdulai Silá
Eu gostaria de sugerir um livro chamado “A última tragédia“, do escritor Abdulai Sila, da Guiné-Bissau, publicado em 2002, se não me engano, pela editora Pallas.
Recomendo a leitura para alunos mais avançados, pois o autor utiliza, em certas passagens, de um português misturado com a língua corrente da Guiné, o crioulo guineense. É muito interessante e muito bonito, mas nem sempre tão fácil para a compreensão. Há também um glossário no final do livro para aqueles termos que foram usados no próprio crioulo guineense.
Acho que se trata de uma narrativa importante, que nos desperta para questões sociais que ainda estão presentes no país (a história se passa no tempo da Guiné Portuguesa).
Para aqueles que têm algum interesse por outros países em que o português é a língua oficial, com certeza valerá a pena. O prólogo é intrigante! (Sugestão de Giselle Rodrigues Ribeiro)
Abdulai Silá é uma das mais destacadas vozes da literatura guineense contemporânea e iniciador de uma corrente ficcional original, sendo autor do que é considerado o primeiro romance guineense, Eterna Paixão (1994).
“A tragédia tem sempre duas caras. Uma, sinistra, para chorar, a outra, cómica, para rir até às lágrimas, pois “”rir e chorar são filhos gémeos do pai Coração e da mãe Boca”". A última tragédia não escapa a esta ambivalência. Tem também as suas caras tão opostas e tão próximas: a do colonizador convicto dos seus poderes e a do colonizado à procura dos seus direitos. Quando giram à volta da figura central, Ndani, que é suposto hospedar um azar, encarnam a estatura do Administrador imbuído da sua missão e armado do chicote “”civilizador”"
Books in Portuguese: Ao Redor do Mundo: Leituras em Português, Vol. 1
Comentários & Feedback para: Ao Redor do Mundo: Leituras em Português, Vol. 1
“It arrived safely Elena, thank you very much, muito obrigada. I’ve only read the first chapter, and thoroughly enjoyed it. I think using readings for language classes to discuss critical issues is a great. Most teachers don’t realize that these readings can become tools in the classroom. Thank you!
Eva Paulina Bueno (Professora, St. Mary’s University, San Antonio, Texas): “Elena, muito obrigada por dar-me a oportunidade de participar dos livros Missa do Galo e Outros Contos e Ao Redor do Mundo: Leituras em Português. Estou contentíssima com os dois livros. Abraços, e parabéns pelo seu trabalho!”
Elisabete Montero (Professora de Português): “Recebi ontem o livro Ao Redor do Mundo: Leituras em Português. Já que tenho um tempo livro, comecei a ler e a descobrir várias facetas de texto, boas narrativas, o que mais me surpreendeu foi o testemunho da Eva Bueno sobre o Japão, infelizmente o Japão da TV Brasileira é outro muito diferente. Conte comigo quando precisar, gostaria de escrever um artigo no futuro casa haja oportunidade.
Ao Redor do Mundo: Leituras em Português, Vol. 1
Mergulhe no universo lusófono e conheça as peculiaridades dos países falantes da língua portuguesa, por meio da leitura dos dezessete textos compilados em Ao Redor do Mundo: Leituras em Português, Vol. 1. Os textos abordam temáticas diversas, nos mais diferentes formatos: depoimento, narrativa, entrevista e artigo; acompanhados por atividades de compreensão de leitura, funcionam como excelentes ferramentas para serem utilizadas em sala de aula. O conjunto todo fará com que o leitor entenda muito mais sobre assuntos como o Novo Acordo Ortográfico da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, a música em Angola, o movimento sem-terra no Brasil, a culinária de Guiné-Bissau, um projeto de desarmamento e paz em Moçambique, a vida no Rio de Janeiro e muitos outros temas que farão com que qualquer pessoa se apaixone ainda mais pela língua portuguesa.
Aqui está o Índice:
Introdução, de Elena Como
A Liberdade e os Libertos, de S. Oliveira
O Dialeto Caipira, de Walter Praxedes
Transformação de Armas em Enxadas, de Amy Schwartzott
Uma Visão Alternativa Para o Campo: Os Sem Terra e a Luta Pela Reforma Agrária, de Malcolm McNee
A Culinária da Guiné-Bissau, de Giselle Rodrigues Ribeiro e Domingos Quiante
Um Passeio pela Faculdade de Letras, de Robert Simon
Meio Bugre, de Eva P. Bueno
Reflexões Sobre a Gramática Tradicional e a Língua Portuguesa Falada no Brasil, de Giselle Menezes Mendes Cintado com Frederico José Menezes Mendes
Por Que Eu Aprendi Português, de Elena Como
Mulheres Negras Por Elas Mesmas, de Rosângela Praxedes
Portugal e a Comunidade Digital, de Anita Melo
Homens de Letras, Mulheres de Papel, de Selma Vital
Mário Rui Silva e a Música de Angola, de Carlos Alberto Alves
Como Surgem os Acordos Ortográficos? de Francisca Paula Soares Maia
Gentileza: Um homem, Suas Ideias e a História, de Ana Paula Corazza
Ensaio Sobre a Cultura da Marvada Carne, de Jordano Quaglia
Gaijin, Gaijin, de Eva P. Bueno
Books in Portuguese: Feedback for Ao Redor do Mundo: Leituras em Português, Vol. 1
Comentários & Feedback para: Ao Redor do Mundo: Leituras em Português, Vol. 1
Melissa Dias Buerbaumer (Monday, 13 June 2011) :”O livro Ao Redor do Mundo é uma obra única! Proporciona ao leitor uma coletanea de textos de grande variedade e riqueza textual dentro da língua portuguesa, o que é a melhor forma de abraçar a versatilidade desta cultura. Mais uma vez um projeto que mostra o valor e o impacto que Atlantico Books tem trazido para enriquecer e divulgar a língua de Camões! Recomendo a todos os bons apreciadores do Português, como um ‘buffet de especialidades culinárias’ deliciem-se com esta combinação de témperos e originalidades textuais e temáticas!”
Carlos Alberto Alves (Monday, 13 June 2011) :”O livro dá a possibilidade do leitor escolher o tema que pretende ler; pode ser lido em casa, nos transportes públicos, no jardim ou noutro local. Reúne textos de leitura agradável e fotos a preto e branco apelativas e sugestivas.”
Ao Redor do Mundo: Leituras em Português, Vol. 1
Mergulhe no universo lusófono e conheça as peculiaridades dos países falantes da língua portuguesa, por meio da leitura dos dezessete textos compilados em Ao Redor do Mundo: Leituras em Português, Vol. 1. Os textos abordam temáticas diversas, nos mais diferentes formatos: depoimento, narrativa, entrevista e artigo; acompanhados por atividades de compreensão de leitura, funcionam como excelentes ferramentas para serem utilizadas em sala de aula. O conjunto todo fará com que o leitor entenda muito mais sobre assuntos como o Novo Acordo Ortográfico da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, a música em Angola, o movimento sem-terra no Brasil, a culinária de Guiné-Bissau, um projeto de desarmamento e paz em Moçambique, a vida no Rio de Janeiro e muitos outros temas que farão com que qualquer pessoa se apaixone ainda mais pela língua portuguesa.
Aqui está o Índice:
Introdução, de Elena Como
A Liberdade e os Libertos, de S. Oliveira
O Dialeto Caipira, de Walter Praxedes
Transformação de Armas em Enxadas, de Amy Schwartzott
Uma Visão Alternativa Para o Campo: Os Sem Terra e a Luta Pela Reforma Agrária, de Malcolm McNee
A Culinária da Guiné-Bissau, de Giselle Rodrigues Ribeiro e Domingos Quiante
Um Passeio pela Faculdade de Letras, de Robert Simon
Meio Bugre, de Eva P. Bueno
Reflexões Sobre a Gramática Tradicional e a Língua Portuguesa Falada no Brasil, de Giselle Menezes Mendes Cintado com Frederico José Menezes Mendes
Por Que Eu Aprendi Português, de Elena Como
Mulheres Negras Por Elas Mesmas, de Rosângela Praxedes
Portugal e a Comunidade Digital, de Anita Melo
Homens de Letras, Mulheres de Papel, de Selma Vital
Mário Rui Silva e a Música de Angola, de Carlos Alberto Alves
Como Surgem os Acordos Ortográficos? de Francisca Paula Soares Maia
Gentileza: Um homem, Suas Ideias e a História, de Ana Paula Corazza
Ensaio Sobre a Cultura da Marvada Carne, de Jordano Quaglia
Gaijin, Gaijin, de Eva P. Bueno
Books in Portuguese: Associação de Professores de Espanhol e Português em Washington promove conferência – “Espanhol e Português para uma Nova Era: Promoção, Políticas e Programas”
As coordenadoras do ensino do português nos Estados Unidos e Canadá participaram a partir na Conferência Anual da Associação de Professores de Espanhol e Português (AATSP), em Washington, no sentido de procurar estratégias comuns para o ensino e para a promoção das línguas portuguesa e espanhola.

Elena Como da Atlantico Books, com Ana Paula Ribeiro e José Pedro Abreu Ferreira, do Instituto Camões no Congresso da American Association of Teachers of Spanish & Portuguese, em Washington DC, Julio 2011
Fernanda Costa, da Coordenação do ensino do português nos Estados Unidos, que pela primeira vez esteve representada nesta conferência, já na 93.ª edição, procurava detetar as necessidades dos professores de línguas. Refere ainda a falta de conhecimento por parte do grande público sobre o trabalho desenvolvido, apesar de haver leitorados em algumas universidades com quem o Instituto Camões tem protocolos de cooperação, com cinco leitores no terreno. Refere ainda a necessidade desses docentes serem ouvidos e apoiados, nomeadamente através de cursos de formação, acervo bibliográfico e acesso ao Centro Virtual Camões, para consultas de livros ou materiais de formação, bolsas de estudo.
Na maior conferência do género na América do Norte, este ano intitulada “Espanhol e Português para uma Nova Era: Promoção, Políticas e Programas”, foram discutidas questões ligadas à difusão do ensino das duas línguas, dadas as semelhanças e afinidades entre as duas línguas ibéricas.
Até sábado, as duas coordenações (a coordenação do ensino no Canadá, representada por Ana Paula Ribeiro) realizaram várias acções de promoção do português durante os quatro dias da conferência: uma mostra bibliográfica, intervenções, e uma comunicação, por vídeo, da presidente do Instituto Camões, Ana Paula Laborinho.
O encontro surgiu numa altura em que os cortes orçamentais dos distritos escolares americanos estão reduzindo e mesmo cortando as línguas estrangeiras no ensino público, ao mesmo tempo que as crises econômicas em Espanha e Portugal limitam o investimento na língua e cultura.
Simultaneamente, regista-se uma crescente procura do português e do espanhol por parte das novas gerações de estudantes e homens e mulheres de negócios nos Estados Unidos.
Segundo Fernanda Costa, as novas tecnologias permitem ultrapassar algumas limitações de verbas para promoção da língua, nomeadamente a formação a distância e a utilização do skype. “Havendo estas plataformas de acesso para apoio, penso que isso não será preciso grande dispêndio de verbas, mas talvez de investimento nosso, no sentido de podermos ajudar os professores que mais precisam”, concluiu.
Fonte: Lusa
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Melissa Dias Buerbaumer (Monday, 13 June 2011) 
Carlos Alberto Alves (Monday, 13 June 2011) 
Ao Redor do Mundo: Leituras em Português, Vol. 1
Mergulhe no universo lusófono e conheça as peculiaridades dos países falantes da língua portuguesa, por meio da leitura dos dezessete textos compilados em Ao Redor do Mundo: Leituras em Português, Vol. 1. Os textos abordam temáticas diversas, nos mais diferentes formatos: depoimento, narrativa, entrevista e artigo; acompanhados por atividades de compreensão de leitura, funcionam como excelentes ferramentas para serem utilizadas em sala de aula. O conjunto todo fará com que o leitor entenda muito mais sobre assuntos como o Novo Acordo Ortográfico da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, a música em Angola, o movimento sem-terra no Brasil, a culinária de Guiné-Bissau, um projeto de desarmamento e paz em Moçambique, a vida no Rio de Janeiro e muitos outros temas que farão com que qualquer pessoa se apaixone ainda mais pela língua portuguesa.
Aqui está o Índice:
Introdução, de Elena Como
A Liberdade e os Libertos, de S. Oliveira
O Dialeto Caipira, de Walter Praxedes
Transformação de Armas em Enxadas, de Amy Schwartzott
Uma Visão Alternativa Para o Campo: Os Sem Terra e a Luta Pela Reforma Agrária, de Malcolm McNee
A Culinária da Guiné-Bissau, de Giselle Rodrigues Ribeiro e Domingos Quiante
Um Passeio pela Faculdade de Letras, de Robert Simon
Meio Bugre, de Eva P. Bueno
Reflexões Sobre a Gramática Tradicional e a Língua Portuguesa Falada no Brasil, de Giselle Menezes Mendes Cintado com Frederico José Menezes Mendes
Por Que Eu Aprendi Português, de Elena Como
Mulheres Negras Por Elas Mesmas, de Rosângela Praxedes
Portugal e a Comunidade Digital, de Anita Melo
Homens de Letras, Mulheres de Papel, de Selma Vital
Mário Rui Silva e a Música de Angola, de Carlos Alberto Alves
Como Surgem os Acordos Ortográficos? de Francisca Paula Soares Maia
Gentileza: Um homem, Suas Ideias e a História, de Ana Paula Corazza
Ensaio Sobre a Cultura da Marvada Carne, de Jordano Quaglia
Gaijin, Gaijin, de Eva P. Bueno
Machado de Assis: Quem foi?
(…) Assim são as páginas da vida,
como dizia meu filho quando fazia versos,
e acrescentava que as páginas vão
passando umas sobre as outras,
esquecidas apenas lidas.
“Suje-se Gordo!”
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Joaquim Maria Machado de Assis, cronista, contista, dramaturgo, jornalista, poeta, novelista, romancista, crítico e ensaísta, nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 21 de junho de 1839. Filho de um operário mestiço de negro e português, Francisco José de Assis, e de D. Maria Leopoldina Machado de Assis, aquele que viria a tornar-se o maior escritor do país e um mestre da língua, perde a mãe muito cedo e é criado pela madrasta, Maria Inês, também mulata, que se dedica ao menino e o matricula na escola pública, única que freqüentará o autodidata Machado de Assis.
De saúde frágil, epilético, gago, sabe-se pouco de sua infância e início da juventude. Criado no morro do Livramento, consta que ajudava a missa na igreja da Lampadosa. Com a morte do pai, em 1851, Maria Inês, à época morando em São Cristóvão, emprega-se como doceira num colégio do bairro, e Machadinho, como era chamado, torna-se vendedor de doces. No colégio tem contato com professores e alunos e é até provável que assistisse às aulas nas ocasiões em que não estava trabalhando.
Mesmo sem ter acesso a cursos regulares, empenhou-se em aprender. Consta que, em São Cristóvão, conheceu uma senhora francesa, proprietária de uma padaria, cujo forneiro lhe deu as primeiras lições de Francês. Contava, também, com a proteção da madrinha D. Maria José de Mendonça Barroso, viúva do Brigadeiro e Senador do Império Bento Barroso Pereira, proprietária da Quinta do Livramento, onde foram agregados seus pais.
Aos 16 anos, publica em 12-01-1855 seu primeiro trabalho literário, o poema “Ela”, na revista Marmota Fluminense, de Francisco de Paula Brito. A Livraria Paula Brito acolhia novos talentos da época, tendo publicado o citado poema e feito de Machado de Assis seu colaborador efetivo.
Com 17 anos, consegue emprego como aprendiz de tipógrafo na Imprensa Nacional, e começa a escrever durante o tempo livre. Conhece o então diretor do órgão, Manuel Antônio de Almeida, autor de Memórias de um sargento de milícias, que se torna seu protetor.
Em 1858 volta à Livraria Paula Brito, como revisor e colaborador da Marmota, e ali integra-se à sociedade lítero-humorística Petalógica, fundada por Paula Brito. Lá constrói o seu círculo de amigos, do qual faziam parte Joaquim Manoel de Macedo, Manoel Antônio de Almeida, José de Alencar e Gonçalves Dias.
Começa a publicar obras românticas e, em 1859, era revisor e colaborava com o jornal Correio Mercantil. Em 1860, a convite de Quintino Bocaiúva, passa a fazer parte da redação do jornal Diário do Rio de Janeiro. Além desse, escrevia também para a revista O Espelho (como crítico teatral, inicialmente), A Semana Ilustrada(onde, além do nome, usava o pseudônimo de Dr. Semana) e Jornal das Famílias.
Seu primeiro livro foi impresso em 1861, com o título Queda que as mulheres têm para os tolos, onde aparece como tradutor. No ano de 1862 era censor teatral, cargo que não rendia qualquer remuneração, mas o possibilitava a ter acesso livre aos teatros. Nessa época, passa a colaborar em O Futuro, órgão sob a direção do irmão de sua futura esposa, Faustino Xavier de Novais.
Publica seu primeiro livro de poesias em 1864, sob o título de Crisálidas.
Em 1867, é nomeado ajudante do diretor de publicação do Diário Oficial.
Agosto de 1869 marca a data da morte de seu amigo Faustino Xavier de Novais, e, menos de três meses depois, em 12 de novembro de 1869, casa-se com Carolina Augusta Xavier de Novais.
Nessa época, o escritor era um típico homem de letras brasileiro bem sucedido, confortavelmente amparado por um cargo público e por um casamento feliz que durou 35 anos. D. Carolina, mulher culta, apresenta Machado aos clássicos portugueses e a vários autores da língua inglesa.
Sua união foi feliz, mas sem filhos. A morte de sua esposa, em 1904, é uma sentida perda, tendo o marido dedicado à falecida o soneto Carolina, que a celebrizou.
Seu primeiro romance, Ressurreição, foi publicado em 1872. Com a nomeação para o cargo de primeiro oficial da Secretaria de Estado do Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas, estabiliza-se na carreira burocrática que seria o seu principal meio de subsistência durante toda sua vida.
No O Globo de então (1874), jornal de Quintino Bocaiúva, começa a publicar em folhetins o romance A mão e a luva. Escreveu crônicas, contos, poesias e romances para as revistas O Cruzeiro, A Estação e Revista Brasileira.
Sua primeira peça teatral é encenada no Imperial Teatro Dom Pedro II em junho de 1880, escrita especialmente para a comemoração do tricentenário de Camões, em festividades programadas pelo Real Gabinete Português de Leitura.
Na Gazeta de Notícias, no período de 1881 a 1897, publica aquelas que foram consideradas suas melhores crônicas.
Em 1881, com a posse como ministro interino da Agricultura, Comércio Obras Públicas do poeta Pedro Luís Pereira de Sousa, Machado assume o cargo de oficial de gabinete.
Publica, nesse ano, um livro extremamente original , pouco convencional para o estilo da época: Memórias Póstumas de Brás Cubas — que foi considerado, juntamente com O Mulato, de Aluísio de Azevedo, o marco do realismo na literatura brasileira.
Extraordinário contista, publica Papéis Avulsos em 1882, Histórias sem data (1884), Vária Histórias (1896), Páginas Recolhidas (1889), e Relíquias da casa velha (1906).
Torna-se diretor da Diretoria do Comércio no Ministério em que servia, no ano de 1889.
Grande amigo do escritor paraense José Veríssimo, que dirigia a Revista Brasileira, em sua redação promoviam reuniões os intelectuais que se identificaram com a idéia de Lúcio de Mendonça de criar uma Academia Brasileira de Letras. Machado desde o princípio apoiou a idéia e compareceu às reuniões preparatórias e, no dia 28 de janeiro de 1897, quando se instalou a Academia, foi eleito presidente da instituição, cargo que ocupou até sua morte, ocorrida no Rio de Janeiro em 29 de setembro de 1908. Sua oração fúnebre foi proferida pelo acadêmico Rui Barbosa.
É o fundador da cadeira nº. 23, e escolheu o nome de José de Alencar, seu grande amigo, para ser seu patrono.
Por sua importância, a Academia Brasileira de Letras passou a ser chamada de Casa de Machado de Assis.
Dizem os críticos que Machado era “urbano, aristocrata, cosmopolita, reservado e cínico, ignorou questões sociais como a independência do Brasil e a abolição da escravatura. Passou ao longe do nacionalismo, tendo ambientado suas histórias sempre no Rio, como se não houvesse outro lugar. … A galeria de tipos e personagens que criou revela o autor como um mestre da observação psicológica. … Sua obra divide-se em duas fases, uma romântica e outra parnasiano-realista, quando desenvolveu inconfundível estilo desiludido, sarcástico e amargo. O domínio da linguagem é sutil e o estilo é preciso, reticente. O humor pessimista e a complexidade do pensamento, além da desconfiança na razão (no seu sentido cartesiano e iluminista), fazem com que se afaste de seus contemporâneos.”
BIBLIOGRAFIA:
Comédia
Desencantos, 1861.
Tu, só tu, puro amor, 1881.
Poesia
Crisálidas, 1864.
Falenas, 1870.
Americanas, 1875.
Poesias completas, 1901.
Romance
Ressurreição, 1872.
A mão e a luva, 1874.
Helena, 1876.
Iaiá Garcia, 1878.
Memórias Póstumas de Brás Cubas, 1881.
Quincas Borba, 1891.
Dom Casmurro, 1899.
Esaú Jacó, 1904.
Memorial de Aires, 1908.
Conto:
Contos Fluminenses,1870.
Histórias da meia-noite, 1873.
Papéis avulsos, 1882.
Histórias sem data, 1884.
Várias histórias, 1896.
Páginas recolhidas, 1899.
Relíquias de casa velha, 1906.
Teatro
Queda que as mulheres têm para os tolos, 1861
Desencantos, 1861
Hoje avental, amanhã luva, 1861.
O caminho da porta, 1862.
O protocolo, 1862.
Quase ministro, 1863.
Os deuses de casaca, 1865.
Tu, só tu, puro amor, 1881.
Algumas obras póstumas
Crítica, 1910.
Teatro coligido, 1910.
Outras relíquias, 1921.
Correspondência, 1932.
A semana, 1914/1937.
Páginas escolhidas, 1921.
Novas relíquias, 1932.
Crônicas, 1937.
Contos Fluminenses – 2º. volume, 1937.
Crítica literária, 1937.
Crítica teatral, 1937.
Histórias românticas, 1937.
Páginas esquecidas, 1939.
Casa velha, 1944.
Diálogos e reflexões de um relojoeiro, 1956.
Crônicas de Lélio, 1958.
Conto de escola, 2002.
Missa do Galo e Outros Contos, Vol. 1, 2009
Antologias
Obras completas (31 volumes), 1936.
Contos e crônicas, 1958.
Contos esparsos, 1966.
Contos: Uma Antologia (02 volumes), 1998
Em 1975, a Comissão Machado de Assis, instituída pelo Ministério da Educação e Cultura, organizou e publicou as Edições críticas de obras de Machado de Assis, em 15 volumes.
Seus trabalhos são constantemente republicados, em diversos idiomas, tendo ocorrido a adaptação de alguns textos para o cinema e a televisão. — FONTE: Projeto Releituras
Missa do Galo e Outros Contos, Vol. 1 (2009) é uma nova coleção de contos de Machado de Assis. Os contons são:A Missa do Galo, A Cartomante, O Espelho, Casada e viúva, Noite de Almirante, Teoria do medalhão, Pai Contra Mãe, Silvestre.
Ao Redor do Mundo: Leituras em Português, Vol. 1 apresenta 17 novos artigos sobre as culturas brasileira, angolana, moçambicana, guineense. Mergulhe no universo lusófono e conheça as peculiaridades dos países falantes da língua portuguesa, por meio da leitura dos dezessete textos compilados em Ao Redor do Mundo: Leituras em Português, Vol. 1. Os textos abordam temáticas diversas, nos mais diferentes formatos: depoimento, narrativa, entrevista e artigo; acompanhados por atividades de compreensão de leitura, funcionam como excelentes ferramentas para serem utilizadas em sala de aula. O conjunto todo fará com que o leitor entenda muito mais sobre assuntos como o Novo Acordo Ortográfico da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, a música em Angola, o movimento sem-terra no Brasil, a culinária de Guiné-Bissau, um projeto de desarmamento e paz em Moçambique, a vida no Rio de Janeiro e muitos outros temas que farão com que qualquer pessoa se apaixone ainda mais pela língua portuguesa.
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Machado de Assis (June 21, 1839—September 29, 1908), was a Brazilian novelist, poet, playwright and short story writer. He is widely regarded as the greatest writer of Brazilian literature, and most Brazilians read his novels, short-stories, and plays in school. Machado de Assis did not gain widespread popularity outside Brazil in his own lifetime. He was multilingual, having learned French, English and German as well as Portuguese, and Greek late in life. His short stories, 8 of which are included in Missa do Galo e Outros Contos, Vol. 1, are entertaining, ironic, sometimes mysterious. They offer fascinating insights and observations on human nature. The work of Machado de Assis is essential for anyone who want to study human nature, Brazilian culture, and Brazilian literature.
The stories in Missa do Galo e Outros Contos, Vol. 1 are: A Missa do Galo, A Cartomante, O Espelho, Casada e viúva, Noite de Almirante, Teoria do medalhão, Pai Contra Mãe, Silvestre
Ao Redor do Mundo: Leituras em Português, Vol. 1
Mergulhe no universo lusófono e conheça as peculiaridades dos países falantes da língua portuguesa, por meio da leitura dos dezessete textos compilados em Ao Redor do Mundo: Leituras em Português, Vol. 1. Os textos abordam temáticas diversas, nos mais diferentes formatos: depoimento, narrativa, entrevista e artigo; acompanhados por atividades de compreensão de leitura, funcionam como excelentes ferramentas para serem utilizadas em sala de aula. O conjunto todo fará com que o leitor entenda muito mais sobre assuntos como o Novo Acordo Ortográfico da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, a música em Angola, o movimento sem-terra no Brasil, a culinária de Guiné-Bissau, um projeto de desarmamento e paz em Moçambique, a vida no Rio de Janeiro e muitos outros temas que farão com que qualquer pessoa se apaixone ainda mais pela língua portuguesa.
Aqui está o Índice:
Introdução, de Elena Como ……………………………… 1
A Liberdade e os Libertos, de S. Oliveira ……………… 6
O Dialeto Caipira, de Walter Praxedes ……………….. 13
Transformação de Armas em Enxadas,
de Amy Schwartzott …………………………………….. 23
Uma Visão Alternativa Para o Campo:
Os Sem Terra e a Luta Pela Reforma Agrária,
de Malcolm McNee ……………………………………….. 32
A Culinária da Guiné-Bissau,
de Giselle Rodrigues Ribeiro e Domingos Quiante ….. 39
Um Passeio pela Faculdade de Letras,
de Robert Simon ………………………………………….. 47
Meio Bugre, de Eva P. Bueno …………………………… 54
Reflexões Sobre a Gramática Tradicional e a Língua
Portuguesa Falada no Brasil, de Giselle Menezes Mendes
Cintado com Frederico José Menezes Mendes ……….. 60
Por Que Eu Aprendi Português, de Elena Como ……… 72
Mulheres Negras Por Elas Mesmas,
de Rosângela Praxedes ………………………………….. 76
Portugal e a Comunidade Digital, de Anita Melo …….. 80
Homens de Letras, Mulheres de Papel,
de Selma Vital ……………………………………………… 87
Mário Rui Silva e a Música de Angola,
de Carlos Alberto Alves…………………………………… 99
Como Surgem os Acordos Ortográficos?
de Francisca Paula Soares Maia ……………………….. 111
Gentileza: Um homem, Suas Ideias e a História,
de Ana Corazza……………………………………………..120
Ensaio Sobre a Cultura da Marvada Carne,
de Jordano Quaglia ……………………………………… 126
Gaijin, Gaijin, de Eva P. Bueno ……………………….. 136
Sobre os Colaboradores ………………………………… 145







