Amado,Jorge/A Morte e a Morte de Quincas, Berro D'agua PB [2008,1st Ed,112pp] ISBN-13: 9788535 Jorge Amado narra a história das várias mortes de Joaquim Soares da Cunha, vulgo Quincas Berro D'água, cidadão exemplar que a certa altura da vida decide abandonar a família e a reputação ilibada para juntar-se à malandragem da cidade. Algum tempo depois, Quincas é encontrado sem vida em seu quarto imundo. Sua envergonhada família tenta restituir-lhe a compostura, vesti-lo e enterrá-lo com decência; mas, no velório, os amigos de copo e farra dão-lhe cachaça, despem-no dos trajes formais e fazem-no voltar a ser o bom e velho Quincas. Levado ao Pelourinho, o finado joga capoeira, abraça meretrizes, canta, ri e segue a farra em direção à sua segunda e apoteótica morte.
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 AMADO, JORGE Nascido em 10 de agosto de 1912, em Itabuna. Aos dois anos, Jorge Amado mudou-se com a família para Ilhéus, onde passou a infância e viveu experiências que marcariam sua literatura - a vida no mar, o universo da cultura do cacau e as disputas pela terra. Aos dez anos, foi mandado para um internato em Salvador. No colégio, descobriu a literatura pelas mãos do padre Cabral, que lhe emprestou livros de autores portugueses e de Swift, Dickens e Walter Scott. Começou a trabalhar como repórter policial aos catorze anos, em veículos como Diário da Bahia, O Imparcial e O Jornal. Na década de 30, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde estudou direito e travou contato com artistas e intelectuais de esquerda, entre eles Raul Bopp, Rachel de Queiroz, Gilberto Freyre, Graciliano Ramos, Vinicius de Moraes e José Lins do Rego. Estreou com o romance 'O país do Carnaval' (1931). Durante o Estado Novo (1937-45), devido à sua intensa militância política, sofreu censuras, perseguições e chegou a ser detido algumas vezes. Foi eleito deputado federal pelo PCB em 1945. Entre as propostas de lei de sua autoria, estava a que instituía a liberdade de culto religioso. Nas décadas de 40 e 50, viajou pela América Latina, Leste Europeu e União Soviética. Escreveu então seus livros mais engajados, como as biografias de Luís Carlos Prestes e do poeta Castro Alves, além da trilogia 'Os subterrâneos da liberdade'. Deixou de militar no PCB nos anos 50. A partir de então, sua literatura passou a dar mais relevo ao humor, à sensualidade, à miscigenação e ao sincretismo religioso, em livros como 'Gabriela, cravo e canela' (1958), 'Tenda dos Milagres' (1969), 'Tieta do Agreste' (1977). Foi eleito para a Academia Brasileira de Letras em 1961, e ganhou prêmios importantes da literatura em língua portuguesa, como o Camões (1994), o Jabuti (1959 e 1995) e o do Ministério da Cultura (1997). Jorge Amado morreu em 2001, alguns dias antes de completar 89 anos.
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