Amado,Jorge/Tieta do Agreste PB [ , , 397pp] Fogosa pastora de cabras e namoradora de homens, a adolescente Tieta é surrada pelo pai e expulsa de Santana do Agreste graças à delação de suas aventuras eróticas por parte da irmã mais velha, a pudica e reprimida Perpétua. Um quarto de século depois, rica quarentona, Tieta retorna em triunfo ao vilarejo, no interior da Bahia. Com dinheiro e influência política, ajuda a família e traz benefícios à comunidade, entre eles a luz elétrica.
AMADO, JORGE Nascido em 10 de agosto de 1912, em Itabuna. Aos dois anos, Jorge Amado mudou-se com a família para Ilhéus, onde passou a infância e viveu experiências que marcariam sua literatura - a vida no mar, o universo da cultura do cacau e as disputas pela terra. Aos dez anos, foi mandado para um internato em Salvador. No colégio, descobriu a literatura pelas mãos do padre Cabral, que lhe emprestou livros de autores portugueses e de Swift, Dickens e Walter Scott. Começou a trabalhar como repórter policial aos catorze anos, em veículos como Diário da Bahia, O Imparcial e O Jornal. Na década de 30, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde estudou direito e travou contato com artistas e intelectuais de esquerda, entre eles Raul Bopp, Rachel de Queiroz, Gilberto Freyre, Graciliano Ramos, Vinicius de Moraes e José Lins do Rego. Estreou com o romance 'O país do Carnaval' (1931). Durante o Estado Novo (1937-45), devido à sua intensa militância política, sofreu censuras, perseguições e chegou a ser detido algumas vezes. Foi eleito deputado federal pelo PCB em 1945. Entre as propostas de lei de sua autoria, estava a que instituía a liberdade de culto religioso. Nas décadas de 40 e 50, viajou pela América Latina, Leste Europeu e União Soviética. Escreveu então seus livros mais engajados, como as biografias de Luís Carlos Prestes e do poeta Castro Alves, além da trilogia 'Os subterrâneos da liberdade'. Deixou de militar no PCB nos anos 50. A partir de então, sua literatura passou a dar mais relevo ao humor, à sensualidade, à miscigenação e ao sincretismo religioso, em livros como 'Gabriela, cravo e canela' (1958), 'Tenda dos Milagres' (1969), 'Tieta do Agreste' (1977). Foi eleito para a Academia Brasileira de Letras em 1961, e ganhou prêmios importantes da literatura em língua portuguesa, como o Camões (1994), o Jabuti (1959 e 1995) e o do Ministério da Cultura (1997). Jorge Amado morreu em 2001, alguns dias antes de completar 89 anos.
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